Semanal / No 1132   © 2019   Edição 20-26set19
[FICÇÃO FILOSÓFICA]
[PSICANÁLISE E POLÍTICA]
[CONTOS]

FICÇÃO FILOSÓFICA
 
Uma fábula.

Escritor e pensador inglês, Samuel Johnson (1709-1784) ficou conhecido por notáveis contribuições como poeta, ensaísta, moralista, biógrafo, crítico literário e lexicógrafo.

   
Publicado em 1759, mesmo ano de Cândido, de Voltaire, A História de Rasselas, Príncipe da Abissínia é uma fábula reverenciada através dos séculos. Ensina que a felicidade não é algo que se conquiste, já que quem se ocupa de procurá-la acaba deixando de viver. Os filhos do Rei da Abissínia (antigo nome para a Etiópia) vivem no Vale Feliz, protegidos de infortúnios; até que Rasselas, o Príncipe, é tomado por uma insatisfação. Ele deseja conhecer as agruras do mundo, para ao menos descobrir, por contraste, o valor do lugar onde vive. Então foge, com o amigo e poeta Imlac, com a irmã Nekayah e com a criada desta, Pekuah. O grupo peregrina por terras estranhas, conhece diferentes formas de vida - a de um astrônomo, a de um eremita, a de um sábio - e percebe que por trás de cada uma delas há uma sombra de infelicidade. A semelhança com o enredo de Cândido permite que comparemos as visões de Samuel Johnson e de Voltaire - que, sugestivamente, se revelam antagônicas.

  • A História de Rasselas, Príncipe da Abissínia
  • Samuel Johnson (tradução, Marcelo Consentino)
  • Editora É Realizações, 384 páginas, R$ 69,90
  • Menor preço: R$ 50,64 (www.submarino.com.br)
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  • PSICANÁLISE E POLÍTICA
     
    As violências.

    O ódio em discussão, visto em diferentes campos.

       
    Os artigos que compõem este livro resultam da reunião de distintas pesquisas e discussões sobre a temática do ódio. Situa alguns recortes da violência contemporânea, tais como fundamentalismo, fanatismos, guerras e violências cotidianas. Contempla perspectivas em diferentes campos: clinica, cultura, política, artes, literatura, filosofia, sociologia, gênero etc. O livro é resultado da produção na universidade que resulta também em intervenção no laço social.

  • As Escritas do Ódio
  • Organizadores: Miriam Debieux Rosa, Ana Maria Medeiros da Costa e Sérgio Prudente
  • Editora Escuta, 384 páginas, R$ 88,57
  • Menor preço: R$ 57,78 (www.submarino.com.br).
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  • CONTOS
     
    Crueldade inocente.

    A argentina Silvina Ocampo (1903-1993) foi ofuscada, em vida, por seu marido, Adolfo Bioy Casares, e por seu amigo, Jorge Luís Borges.

       
    Finalmente, chega ao Brasil um livro de Silvina Ocampo, que está entre os escritores mais surpreendentes e intensos do continente. Publicado em 1959, A Rúria é considerado "o mais ocampiano" dos livros de Silvina, obra em que a autora encontra sua voz única e inaugura seu universo alucinado. "Nos seus contos há algo que não consigo compreender: um estranho amor por certa crueldade inocente e oblíqua", escreveu o amigo Jorge Luis Borges. Saídas do que Roberto Bolaño chamou de "uma limpa cozinha literária", suas histórias misturam elegância e excesso, distanciamento e intensidade, calma e horror. Há a influência macabra que a antiga dona de uma casa exerce na nova inquilina (A Casa de Açúcar, o conto favorito de Julio Cortázar); adivinhos e premonições (A Sibila e Magush); amores loucos (A Paciente e o Médico); a festa de aniversário de uma jovem paralítica (As Fotografias); e uma profusão de crianças malignas, como a que incendeia cruelmente uma amiga no conto que dá título ao livro. Revalorizada com entusiasmo nos últimos anos, a literatura de Silvina Ocampo é singular, complexa, envolvente e nos convida, como poucas, à fantasia e à imaginação.

  • A Fúria
  • Silvina Ocampo (tradução, Livia Deorsola)
  • Companhia das Letras, 224 páginas, R$ 69,90
  • e-Book Kindle: R$ 39,90 (www.amazon.com.br)
  • Menor preço: R$ 55,86 (www.amazon.com.br)
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  • Editor: Luiz Carlos de Assis
  • E-mail: leit@jornaldodia.com.br
  • Jornal diário: http://www.jornaldodia.com.br
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