No 7858   Ano 32   © 2019   5a-feira 19set2019
Câmara afrouxa lei eleitoral
Valeixo continua na Polícia Federal
Delator da Lava-Jato encontrado morto
Viagem a NY de Bolsonaro
Retorno de procuradores da Lava-Jato

 

Câmara afrouxa lei eleitoral

Plenário da Câmara: brecha para aumentar o valor do fundo eleitoral.

foto Fábio Pozzebom / ABr


O Plenário da Câmara aprovou a exclusão de quatro dispositivos do projeto que altera a legislação eleitoral. São excluídos pontos do texto de autoria da Câmara. Um deles, para manter a obrigatoriedade de uso do sistema eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a prestação de contas. O projeto aprovado, entretanto, retoma a maior parte das benesses aos partidos que haviam sido aprovadas pelos deputados e que haviam sido derrubadas no Senado na última 3a-feira (17). Entre as regras que beneficiam as legendas estão uma brecha para aumentar o valor destinado ao fundo eleitoral, a autorização para usar recursos públicos na construção de sede partidária, a contratação de advogados para defender filiados investigados, a anistia a multas eleitorais, além da volta do tempo de propaganda em rádio e TV.

 
 

Valeixo continua na Polícia Federal

Maurício Valeixo fica: a ordem é fazer de conta que nada aconteceu.

foto Agência Brasil (Arquivo)


Dada como certa, a saída do delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal parece suspensa. Ele volta de férias hoje e, segundo fontes, continua. Valeixo esteve na corda bamba depois de o presidente Jair Bolsonaro ter declarado que poderia trocar a direção da PF, para mostrar que é ele quem manda e não o ministro Sérgio Moro, Justiça. Valeixo deve reassumir hoje como se nada tivesse acontecido, para que a permanência não seja interpretada como uma vitória de Moro sobre Bolsonaro.

 
 

Delator da Lava-Jato encontrado morto

Henrique Valadares, Odebrecht: delator de Aécio Neves e Edison Lobão.

foto Reprodução


Um dos principais delatores da Lava-Jato, o ex-diretor da Odebrecht Henrique Valadares foi encontrado morto na 3a-feira (17) em apartamento no Rio. Ele delatou Aécio Neves (PSDB) e Edison Lobão (MDB). Sobre as delações, Valladares informou à Justiça ter feito depósitos que totalizaram R$ 50 mil em contas no exterior, ligadas à Aécio Neves. O executivo também acusou o ex-ministro de Dilma Rousseff, Edison Lobão, de cobrar propina em contratos na área de energia da Odebrecht. Em 2017, o delator informou que a empresa ofereceu R$ 20 milhões para ex-diretores de Furnas para comprarem apoio de congressistas e, com isso, assegurar a permanência nos cargos.

 
 

Viagem a NY de Bolsonaro

Embora deva cumprir uma agenda restrita nos EUA, o presidente Jair Bolsonaro deve ir a Nova York, para discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU, no próximo dia 24. Quem garante é o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos: "risco zero (de ele não ir)". Uma avaliação médica marcada para 6a-feira (20), será decisiva para saber se a viagem será mantida, segundo afirmou o porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros. "Tudo indica, a recuperação do presidente é muito positiva", disse Barros.

 
 

Retorno de procuradores da Lava-Jato

O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, assinou ontem portaria para oficializar a volta de cinco procuradores da Operação Lava Jato que atuavam na PGR e pediram exoneração da força-tarefa no início do mês. A saída da força-tarefa na PGR foi decidida pelos procuradores devido a divergências com a ex-procuradora-geral Raquel Dodge sobre o acordo de delação premiada do ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro. Raquel Dodge deixou o cargo nesta 3a-feira (17).

 
CURTAS


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