No 7752   Ano 32   © 2019   5a-feira 18abr2019
Subiu o preço do diesel: R$ 0,10.
Bônus do pré-sal: R$ 106 bilhões.
Recursos da cessão onerosa para os Estados
Previdência: votação adiada.
Contra a inflação, Argentina congela preços.

 

Subiu o preço do diesel: R$ 0,10.

Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras: periodicidade de reajustes não será alterada.

foto Fernando Frazão / ABr


Por decisão da Petrobras, o preço do litro de diesel nas refinarias subiu ontem R$ 0,10 por litro — de R$ 2,14 para R$ 2,24, em média. O reajuste é de 4,84%; a alta no ano chega a 24,22%. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, anunciou o reajuste no final da tarde, no Rio. Segundo ele, nem o presidente Bolsonaro sabia do reajuste. Castello Branco disse ainda que a periodicidade dos reajustes nos preços do diesel, em média a cada 15 dias, não será alterada e que pode ser até mesmo superior — o último reajuste ocorreu há 24 dias.

 
 

Bônus do pré-sal: R$ 106 bilhões.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definiu ontem que o valor a ser pago pelo bônus de assinatura do leilão do excedente da cessão onerosa será de R$ 106,561 bilhões. A informação foi repassada pelo ministro Paulo Guedes, Economia, ao final da reunião do conselho. Desse valor, será descontado R$ 33 bilhões para a Petrobras, pagos para a empresa a título de negociação do aditivo do contrato fechado com a União. O governo pretende licitar esses excedentes em 28out19. Serão leiloadas as áreas de Atapu, Búzios, Itapu e Sépia, na Bacia de Santos.

 
 

Recursos da cessão onerosa para os Estados

De acordo com o ministro Paulo Guedes, Economia, o governo pode utilizar parte dos recursos da cessão onerosa da Petrobras para repassar a Estados e municípios. Disse Guedes, ontem, que o governo estuda antecipar até R$ 6 bilhões do dinheiro que será arrecadado com o leilão. O governo quer condicionar o repasse ao apoio de Estados e municípios à reforma da Previdência. Segundo o ministro, o governo já está, inclusive, guardando recursos para viabilizar a antecipação a estados e municípios. Ele não disse, porém, de onde sairá o dinheiro a ser repartido pela União.

 
 

Previdência: votação adiada.

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a reforma da Previdência: sessão tumultuada.

foto Marcelo Camargo / ABr


O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), adiou para 3a-feira (23) a votação do parecer do relator da reforma da Previdência, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Após reunião com líderes, o relator vai analisar se irá apresentar uma complementação ao seu parecer. A previsão era votar ontem o relatório sobre a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, mas a sessão foi tumultuada desde o início e chegou a ser suspensa pelo presidente do colegiado até o retorno do relator para anunciar sua decisão no início da tarde.

 
 

Contra a inflação, Argentina congela preços.

Documento com medidas econômicas e sociais para combater a inflação e reativar a economia foi lançado ontem pelo governo da Argentina, de Maurício Macri. Entre as medidas estão o congelamento de preços de produtos básicos e de telefonia, além do compromisso em não aumentar tarifas de eletricidade, gás e transporte público até o fim deste ano. No ano passado, a Argentina registrou inflação de 47,6%, a mais alta nos últimos 27 anos. Para 2019, o governo tem a meta de fechar o ano com 23% de inflação. As medidas foram consideradas eleitoreiras por analistas.

 
CURTAS


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