No 7814   Ano 32   © 2019   6a-feira 19jul2019
Construção força adiamento da liberação do FGTS
Limites ao saque do FGTS
Economia com Previdência cai para R$ 914 bilhões
Para acompanhar a adesão à OCDE
Fed, dos EUA, inclina-se por corte de juros.

 

Construção força adiamento da liberação do FGTS

Ministro Onyx Lorenzoni: pressão por parte do setor de construção civil.

foto José Cruz / ABr


Não houve anúncio, ontem, da liberação de saldos de contas ativas do FGTS. Passou para a semana que vem. Motivo: pressão do setor de construção civil junto ao ministro Onyx Lorenzoni, Casa Civil. Desde que veio a público a intenção de anunciar a medida, representantes do setor, liderados pela Câmara Brasileira da Indústria e Construção (CBIC), reclamaram para Onyx não terem sido consultados. Segundo eles, as medidas poderão agravar ainda mais a situação financeira das empresas. Eles mostraram que, anualmente, o fluxo de entradas e saídas do FGTS costuma ser de R$ 100 bilhões e que um saque de R$ 30 bilhões, valor estimado pelo governo, poderá comprometer o financiamento da construção por meio do FGTS.

 
 

Limites ao saque do FGTS

Está em estudos pelo governo se serão impedidos os saques do FGTS em caso de demissão. Pela proposta em avaliação, o trabalhador faria uma escolha: Caso comece a sacar recursos anualmente, não teria mais direito a sacar o volume depositado caso seja mandado embora sem justa causa (como é possível hoje). Mas, se desejar deixar de sacar os recursos, pode recebê-los integralmente, caso seja demitido. O governo também quer limitar o saque de conta ativa do Fundo de Garantia a R$ 3 mil.

 
 

Economia com Previdência cai para R$ 914 bilhões

Os acordos entre os partidos para aprovar concessões à reforma da Previdência reduziram para R$ 933,5 bilhões a economia estimada em 10 anos. O número foi divulgado ontem pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. A economia virá tanto por meio da redução de gastos com a Previdência, o abono salarial e o combate às fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), como por meio do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos médios e grandes bancos. R$ 654,7 bilhões virão da redução de gastos no INSS, e R$ 159,8 bilhões deixarão de ser gastos no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende aos servidores públicos federais.

 
 

Para acompanhar a adesão à OCDE

Em evento que marcou os 200 dias de seu governo, o presidente Jair Bolsonaro assinou ontem decreto que cria o conselho para acompanhar a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O colegiado será responsável pela aprovação da estratégia de preparação, acompanhamento e adesão do Brasil ao órgão, além da política de comunicação do processo. Com o apoio formal dos Estados Unidos ao governo brasileiro, o país se tornou forte candidato a se tornar membro pleno da organização. Além do Brasil, são candidatos: Argentina, Romênia, Croácia, Hungria e Bulgária.

 
 

Fed, dos EUA, inclina-se por corte de juros.

John Williams, presidente do Fed de Nova York: o melhor que se pode fazer é cortar juros.

imagem de TV


Em conferência em N York, ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed) no Estado, John Williams, afirmou que o melhor que o banco central americano pode fazer é cortar as taxas de juros quando a economia der novos sinais negativos. A expectativa após a declaração de Williams é que haja um possível corte nos juros, já previsto por economistas. A próxima reunião do Fed será nos dias 30 e 31jul19. O ritmo do corte poderia ser ainda maior do que o 0,25 ponto percentual aguardado pelo mercado.

 
CURTAS


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